Hoje, 24 de outubro, a APROCES completa 34 anos.
Os objetivos que presidiram à constituição desta associação continuam hoje plenos de sentido.
Hoje, como em 1988, a APROCES considera a Educação como um dos pilares fundamentais da nossa sociedade e tem pautado a sua ação no sentido de, ativamente, contribuir para a sua melhoria. Isso implica conhecer, apreciar criticamente e dar contributos sobre as diversas decisões que vão sendo tomadas na área das Ciências Económico-Sociais.
As habilitações próprias pós bolonha para a docência, que recentemente foram publicadas através do Despacho n.º 10914-A/22, de 8 de setembro, previstas para vigorar apenas neste ano letivo, merecem reparos no que diz respeito ao grupo 430 (Economia e Contabilidade). A APROCES elaborou um parecer em que salientou a necessidade de se terem igualmente em conta as outras áreas disciplinares que integram o grupo de docência. Para além disso, salientou que o número de créditos exigidos (50 a 70 de Economia e 50 a 70 de Contabilidade) dificilmente se encontram em qualquer licenciatura com esta distribuição, pelo que entendeu que seria preferível efetuar uma interpretação extensiva das regras já existentes, referente às habilitações próprias pré bolonha, o que permitiria uma maior igualdade de tratamento entre licenciaturas pré e pós bolonha e, por outro lado, alargaria mais o leque de possíveis candidatos.
Também a profissionalização surge como outro assunto que irá ser objeto de revisão no corrente ano letivo (Despacho n.º n.º 12214/2022, de 19 de outubro) e que a APROCES estará particularmente atenta e irá apresentar a sua posição.
Estão ainda em cima da mesa as alterações às Aprendizagens Essenciais de Matemática no ensino secundário que contemplam temas de literacia financeira e democrática, questões relativamente às quais a APROCES apresentará oportunamente a sua posição pública.
A nossa atuação contempla, ainda, a divulgação por todas as escolas de 2 cartazes no âmbito do Dia Mundial da Poupança (31 de outubro), como forma de chamarmos a atenção para a necessidade de todos deverem efetuar poupanças de modo a garantir o seu futuro. A literacia financeira em Portugal, conforme revelam os estudos, carece de uma particular importância junto dos alunos ao longo dos 12 anos de escolaridade, mas também de toda a população adulta em geral.
Por último, pelo menos por agora, temos ainda em mãos a realização de um Congresso (o nosso VI Congresso) em que possam ser debatidos diversos assuntos na área das ciências sociais e económicas, proporcionando a reflexão sobre a sua importância na sociedade atual e, em concreto, para os alunos ao longo dos 12 anos em que não lhes são disponibilizadas as necessárias competências a nível da literacia económica e democrática que lhes permitam estar preparados para enfrentarem os desafios do século XXI enquanto cidadãos conscientes, informados e responsáveis.
Neste dia do seu aniversário a APROCES, enquanto associação científico pedagógica, elege estes assuntos como primordiais para a sua atuação tendo em vista a promoção de aprendizagens de qualidade nos 12 anos de escolaridade e, igualmente, ao longo da vida.
